Tuesday, January 30, 2007

Gene Marado de Paulo Portas

Ah fadista... queda tens tu, falta-te é "espaço" !

dias sem sol

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quando o sol teima em se esconder, o melhor será esperar que a sua alegria se faça de novo sentir...

aguardemos...


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Gato Fedorento - Assim Não

Nada melhor do que o humor para desmascarar uma certa hipocrisia...

Friday, January 26, 2007

Estamos a ficar mais infelizes?


a pergunta é feita num artigo aqui dentro a propósito do último livro de Stefan Klein (biofísico alemão) intitulado Simplesmente Feliz editado recentemente pela Asa
« a preguiça não nos faz felizes» diz ainda, no entanto « é necessário termos momentos infelizes para nos afastarmos do perigo»
« O número de pessoas com depressão está a aumentar.Ainda não há certezas, mas provavelmente isso deve-se ao facto de fazermos cada vez menos trabalhos físicos e às inúmeras mudanças sociais, como a emigração e as rupturas familiares. A OMS estima que em 2020 a causa de maior sofrimento nos humanos seja a depressão. A única coisa que se pode fazer é preveni-la. O cérebro é muito flexível, por isso podemos ensiná-lo a ser mais feliz.Não há pessoas que não consigam ser felizes. Mesmo quando estão deprimidas são capazes de sentir felicidade »
e quando lhe perguntam se é vantajoso ter uma relação amorosa estável, a resposta já não surpreende, no entanto consolida o que já se sabe «...vários estudos revelam que o indicador de felicidade mais importante é quantidade de relações sexuais.O sexo é a cola das relações.Há estudos que mostram que quando as pessoas estão apaixonadas, basta falarem na pessoa que amam para o seu cérebro ter as mesmas reacções de um toxicodependente depois de uma injecção de heroína...»
por isso aqui fica a nossa sugestão para o fim de semana que se avizinha:
MAKE LOVE NOT WAR

Liberdade




A verdadeira liberdade é um acto puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão.

(Massimo Bontempelli)

Tu


entrou devagar e olhou-o em silêncio ...era essa a forma que gostava de o sentir...sem outros olhares pelo meio, sem o barulho de vozes ensaiadas,sem testemunhas...
tê-lo assim em toda a sua plenitude..............................
senti-lo presente , dentro de si, falar com ele como se fala a um amigo, de coração aberto...............................................
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simples, não é?


Thursday, January 25, 2007

Bruce Springsteen - Human Touch

aprender a ver

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Carpe Diem " aproveita o momento "...


não só o esquecemos, como desvalorizamos frequentemente o presente, fazendo planos, projectos, pondo e tirando pormenores da nossa existência...

ora questionando, ora aceitando, ora recusando aquilo que deveriamos começar a olhar e valorizar de forma mais correcta...

sempre à espera da perfeição, do melhor, do ir mais além, quando tudo o que é importante está do nosso lado...

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Wednesday, January 24, 2007

Ricardo Araújo Pereira Pelo Sim

Este é também actualmente um Grande Português.Gostámos de saber que sim!!!!!!!!!!!!!!

momentos assim...

soubera a notícia pelo telefone ... na altura o mundo inteiro deixou de interessar.
havia que agir rápido, cada dia que passava a decisão se tornaria mais dificíl...fez alguns telefonemas a amigos chegados, se sabiam de alguém...tudo novo para si, teria que ter mais cuidado que habitualmente.desta vez um passo em falso poderia ter consequências mais graves.afinal tratava-se de alguém muito próximo quase uma criança ainda e que lhe era muito querida.tinha o dever de ajudar.consegui um telefone, ligou e contou o sucedido.sim o doutor faz mas tem que vir já e não aceitamos cheques, só dinheiro.quanto? 100 contos.marcou!
e foram. fizeram os 100 quilómetros em silêncio.entraram numa sala onde gente nova e velha aguardava como habitualmente a sua consulta. pediram para falar com a senhora X. pouco depois apareceu e levou-as para uma sala ao fundo , longe das outras...
a amiga começou a sentir medo, agarrou-lhe a mão, pediu para não a deixar só.... a "enfermeira avisou "não quero barulho, se te portas mal o médico não te faz nada". calma dizia-lhe a amiga, tudo vai correr pelo melhor...
entraram na sala mandaram-na despir e deitar.foi tudo muito rápido e os pormenores não interessam, não podem interessar, foram esquecidos dentro dessa mesma sala...a amiga desmaiou e esqueceu o que viu. melhor assim pois hoje não lembra o dia que nunca aconteceu!
a viagem de regresso foi feita sem uma palavra,apenas o silêncio, o mais absoluto dos silêncios...porque há momentos assim em que as palavras não contam para nada!

Tuesday, January 23, 2007

texas - say what you want

quando a memória teima em nos levar para outras paragens.............................

nós vamos! E porque não ?

No Doubt - Don't Speak

Os filhos do divórcio

sentimos um especial carinho por todos aqueles que crescem em famílias divididas !
porque é tudo menos fácil, ser mãe e pai ao mesmo tempo ; é tudo menos fácil, crescer com o estigma da "diferença"... é tudo menos fácil, ser rejeitado, esquecido e ignorado em dias especiais...
hoje apetece-nos falar do Alexandre, um menino sensível e ternurento que nos visita habitualmente...
está triste! trouxe um "cartão amarelo" na caderneta escolar ( mais uma das maravilhosas invenções dos nossos professores que agora no relvado de 90 minutos, marcam faltas e apresentam cartões coloridos ...)porque distraiu os colegas com um brincadeira idiota ( colou um "dente" preto à frente e ia mostrando aos colegas). O professor não se apercebeu mas uma colega "chibou"( bufou no " nosso" tempo) à Directora de Turma...
O Alexandre não é mal educado, mas é travesso por vezes; muito inteligente, decora as letras das músicas que gosta num abrir e fechar de olhos e as rábulas do RAP um dos seus preferidos... mas mostra um défice de concentração muito grande além de uma imaturidade em relação à idade...
quando connosco fala, assume com alguma frequência a parentalização da figura paterna..o pai está longe dele há alguns anos, mas vai tendo noticias de uma forma ou de outra, da vida pouco estável que o mesmo leva... e não raras vezes o Alexandre culpabiliza-se por situações que lhe deveriam ser alheias...
por vezes sente-se excluído pelos colegas e argumenta que o acham diferente e não aceitam a música que ouve, a roupa que gosta de usar, os "hobbies", o skate, o BTT e por aí...
o Alexandre chama a nossa atenção quando nos procura e tentamos ajudar dentro das nossas limitações; muitos professores tem pouca formação humana para lidar com casos problemáticos; claro que uma professora de matemática como é o caso da Dir.Turma do Alexandre, deve estar tudo menos preocupada em saber, as causas e motivos das chamadas de atenção ( fora de contexto e inoportunas sabemos) que o Alexandre de vez em quando tem...
e poderiamos continuar a falar na referida professora que foi também professora de matemática do Alexandre no ano lectivo anterior e que nesta data, em pleno 2º período ainda está a leccionar matéria do ano anterior, alegando que não teve tempo para o fazer na devida altura...
mas não vamos por aí pois isso é outra estória que quem como nós tem filhos em idade escolar conhece muito bem e se resume a muito pouco : é o passar da batata quente ... os livros compram-se, o dinheiro gasta-se e a estória repete-se ano após ano, pois na maioria dos casos a matéria fica por dar, os alunos mal preparados passam de ano e o professor que os apanha que "descalce a bota"... é o estado do ensino em Portugal !
mas, voltando ao Alexandre; ele promete que não volta a fazer e pede-nos ajuda para elaborar um texto pedindo desculpa aos colegas ( mesmo àqueles que aproveitando a "boleia" o íam incentivando a repetir a "gracinha") e à professora; ajudámos claro mas deixámos a iniciativa ao seu critério, com a graça e ingenuidade própria dos seus 11 anitos, lá foi desenhando um coração e uma lágrima ou outra a cair, pedindo desculpa e prometendo não repetir o sucedido.
gostámos imenso do bilhete do Alexandre mas temos as nossas dúvidas que a referida professora o leia e lhe atribua o mesmo sentido que o Alexandre lhe atribuiu.
mas para nós, conhecendo o que leva o Alexandre a chamar a atenção de colegas e professores, sentimos-nos tentados a atribuir-lhe um cartão VERDE, que parece é tão precioso nesta nova onda escolar, que para não ser gasto não é usado pelos profissionais do ramo !
volta sempre Alexandre cá estaremos para te ouvir e ajudar se for preciso !

O Abade Pierre

Tivemos conhecimento aqui da morte de um grande ser.

Que a sua obra nunca acabe são os nossos votos.

Friday, January 19, 2007

Imagine - John Lennon

Porque nos podem tirar tudo excepto a capacidade de sonhar!

EVERBODY HURTS

Gato Fedorento - O Poema

Concordo!

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“Ao defender-se a liberdade de decisão da mulher, nos prazos legalmente definidos, admite-se uma opção, mas não se impõe uma opinião. Negar essa liberdade é transformar a opinião contrária em doutrina ou imposição do Estado”.

Manuel Alegre

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Bye Bye :-)



batem leve

levemente

como quem chama por mim...

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fui ver !

o quê? Tu outra vez?

ser feliz é...

O povo mais feliz do planeta vive em Vanuato


vejam só a delícia que repescamos ali ...



Thursday, January 18, 2007

a propósito do "paulinho das missas""

«O fariseu e o cobrador de impostos -

9*Disse também a seguinte parábola, a respeito de alguns que confiavam muito em si mesmos, tendo-se por justos e desprezando os demais: 10«Dois homens subiram ao templo para orar: um era fariseu e o outro, cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, fazia interiormente esta oração: 'Ó Deus, dou-te graças por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos, adúlteros; nem como este cobrador de impostos. 12*Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo.'13*O cobrador de impostos, mantendo-se à distância, nem sequer ousava levantar os olhos ao céu; mas batia no peito, dizendo: 'Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador.' 14*Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.»

http://www.paroquias.org/biblia/index.php?c=Lc+18

Museu?Não obrigado!

Não queremos este " museu" para os nossos filhos


http://www.asbeiras.pt/?area=opiniao&numero=37482&ed=18012007

as palavras de outros

Não resisto a colar aqui esta pequena delicia que o macroscopio publicou a propósito do

» maior transfuga político post-25 de Abril para Bruxelas »

» Não faço intenções nenhumas de Vos dizer a verdade, aliás, vocês lembram-se em como cozinhei a minha saída do governo da Capital, entreguei as chaves do governo ao destituído do sLopes (a quem apelidei de Gabriel Alves e Zandinga) e a forma como convenci o lorpa do Sampaio, o fosquinhas de Belém. O tal que antes de dar um passo tinha de perguntar à Mizé Rita onde estava o chão para saber se o piso era firme. Sempre trabalhei no meu interesse próprio, sempre fui muito ambicioso e ganancioso, eu queria era ir para a Europa e tirar partido do meu francês que aperfeiçoei quando a VW me pagou um bolsa de estudo que depois paguei comprando carros da marca quando ocupei as Necessidades. Nunca fui sincero, aliás, sempre detestei a sinceridade em política, que é, de resto, coisa que não existe. Muito menos na Europa, que é para onde conflui toda a hipocrisia dos Estados-nacionais do Velho Continente - plataforma dos antigos Impérios coloniais. Sempre fui táctico, nada mais faço em Bruxelas senão isso mesmo. Faço conjecturas, como couves de Bruxelas, mando a mulher às compras para estar entretida com algo que a possa interessar e não me chatear muito. No fundo, apenas pretendo fazer bons negócios aqui de Bruxelas, é para isso que a política serve, atender a fins pessoais e particulares, o bem comum de Aristóteles que se lixe. A construção duma Europa igual para todos - em que todos tenham igualdade de oportunidades e ninguém sofra a exclusão é a maior tanga do mundo, de que só os tansos dos países pobres e latinos acreditam. Depois, um mandato passa depressa, temos de aproveitar rapidamente a influência e o poder que temos para contrair as nossas redes de amizade e tirar partido delas: seja num convite para amanhã integrar um Conselho de Administração duma instituição económica que pague bem, seja quem sabe, para substituir o Paulo Macedo na DgCi. Afinal, foi para isso que sempre lutei. Em Lisboa e em Bruxelas, embora agora o faça mais pela Europa... Digo daqui aos tugas que me escutam que só regressarei a Portugal se Sócrates me convidar para ocupar o lugar do Paulo Macedo, também conhecido pelo Paulinho das Missas. Assim, não sentiria o peso da diferença de ordenado. Afinal, foi sempre em nome desses valores por que sempre me bati... Será em nome deles que morrerei.
Vosso
Zé Manel.»

EDUARDA, outra GRANDE PORTUGUESA

O telefone tocou às 9,50.Era urgente diziam.Logo agora que se preparava para uma reunião onde o patrão já a esperava.Era da polícia, questionavam sobre a propriedade de um carro.Sim estava em seu nome, embora fosse conduzido pelo companheiro.Tentavam prepará-la para o pior.O acidente em Portimão tinha sido grave,ele estava ainda dentro do veiculo praticamente desfeito.Ela em Coimbra à entrada para a reunião e o mundo num caos dentro da sua cabeça. Mas os seus problemas não interessavam ao seu chefe e ela tinha compromissos laborais.A reunião terminou as 4 da tarde e ela rematou dizendo: o meu trabalho está feito! Bateu com a porta e saiu.
Chegou ao hospital de Portimão às 8 da noite.O companheiro continuava à espera de ser visto por um médico, num corredor com mais duas dezenas de vitimas em fila.Nem o reconheceu quando olhou, o sangue desfigurava-lhe o rosto, mas ele viu-a e chamou por ela.... e a revolta também!
Telefonou a um velho amigo.O Professor Almeida Santos director dos H.U.C., explicou-lhe o sucedido e tentou saber da possibilidade duma tranferência o mais rápido possivel para Coimbra.No hospital de Portimão o médico que por fim o viu, mandou fazer um RX,detectou algumas costelas partidas e deu como certeza uma imediata recuperação.Saíria com alta dentro de 2 dias.Mas Eduarda não se conformou com o diagnóstico.Sugeriu que fosse feito um TAC disseram-lhe que não. Pediu uma tranferência do doente para os hospitais Coimbra.
Às 8h da manha do dia seguinte, o companheiro segue de ambulância para os H.U.C. ela acompanha atrás no seu carro; 3,25 h foi o tempo que levaram a percorrer desde o hospital de Portimão ao hospital de Coimbra sem qualquer paragem.Perdão, houve uma paragem para o doente vomitar, pois estava a sentir-se mal. As contas fazem-se bem, cerca de 500 Km em 3,25 h a média dá qualquer coisa como 170 Km/hora...
Quando chegou aos H.U.C. tinha à sua espera uma equipa que já sabia do sucedido e que lhe prestou os cuidados que eram necessários. Hoje passados 5 dias o companheiro continua nos cuidados intensivos, ligado a todas as máquinas necessárias, mas a esperança de se salvar é muito grande. Tinha um pulmão perfurado,o baço rasgado( onde ainda tem um tubo a drenar o sangue) , clavícula partida entre outros problemas.No entanto no hospital de Portimão diziam-lhe que teria alta dentro de 2 dias e que apenas tinha umas costelas partidas... é a vergonha do Serviço Nacional de Saúde que temos neste país. Às vezes questionamo-nos quais são os juramentos e votos que os médicos fazem actualmente no final do curso...
Daqui mandamos também uma força muito grande ao Paul , acreditando piamente de que, quem tem uma "estrela da sorte" chamada Eduarda, ultrapassa com toda a certeza mais este desafio que a vida lhe lançou !
E para esta GRANDE MULHER, os nossos votos para que a força para levar avante a tarefa de viver e lutar pelo que acredita, nunca a abandone !

Wednesday, January 17, 2007

MARIA uma GRANDE PORTUGUESA

hoje o tema não nos sai da cabeça.diz quem sabe, que os traumas curam-se assim, a falar neles.que seja !
hoje falamos na MARIA , uma portuguesa que nos anos sessenta emigrou para a alemanha e que como se imagina, deve ter tido uma vida tudo menos fácil.
Maria na sua luta e labuta diária teve sempre uma postura na vida que nós admiramos. A Força! A Determinação! A Vontade própria! A Teimosia! A Perseverança!
Maria contou-nos estórias fabulosas, em como gostava de "enfrentar" os senhores doutores e doutoras, professores e professoras, que se recusavam a aceitar os seus 2 filhos portugueses nascidos na alemanha, nas actividades escolares( teatros por exemplo) argumentando que teriam que ter muita "cultura e conhecimentos". Ingredientes que os alemães achavam que os portugueses não tinham por lá...
Maria bateu o pé várias vezes e questionou ainda mais. Mas nunca desistiu do seu propósito!
E o seu propósito era que os seus 2 filhos se formassem nas melhores universidades.
E os seus 2 filhos estiveram SEMPRE ao lado e muitas vezes à frente dos melhores!
O filho mais velho de Maria (hoje com 33 anos) tem um doutoramento na Universidade de Bona e é um dos poucos que foi convidado a ficar!Mas não ficou, hoje é um empresário de sucesso na sua área!
Maria fala-nos com o orgulho ( não vaidade) de mãe dos seus rebentos! Mas nós dizemos-lhe que o mérito também é dela porque nunca desistiu da luta a que se propôs.
Hoje a nossa amiga veio despedir-se mais uma vez.Vai regularmente a Paris, Bruxelas,Bona, e por essa europa fora... volta sempre à sua terra natal, mas confessa-nos que não consegue ficar por cá muito tempo...
Fala pouco a Maria! Mas escuta, observa e ...revolta-se muito, a nossa amiga. Porque deixa sempre para trás um país onde as oportunidades são dadas sobretudo a quem tem "cunhas" e "padrinhos", tal qual como no tempo em que ela foi para a Alemanha. Ou pior diz ela e a cultura continua a ser o tal parente pobre.No dia a dia, no país real e na terra da Maria isso salta à vista!
Hoje a Maria foi embora e diz que lhe custa cada vez mais voltar a um país onde se elege "aquela figura" como "grande português"
e que os seus filhos irão ficar por lá ...
como nós te entendemos, Maria!

"grandes" portugueses (ainda?)

ontem sentimos uma espécie de mau estar de grávida ...

aquela sensação de vómito que ora vem ora passa...mas está sempre lá !

isto a propósito de uma certa "figura" que nos invadiu o serão (antes de mudarmos de canal obviamente)

e a propósito também de um tipo que teima em aparecer como "grande" à custa de chamadas telefónicas e votos via internet

um tipo que teve quase meio século para mostrar obra e não o fez e vem agora os saudosistas da treta dizer que sim e mais que também...

ora poupem-nos se faz favor!

como nós adoramos a nossa liberdade de pensar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Grandes Portugueses

Grandes portugueses são os nossos emigrantes




Manuel, Serrão, Empresário
A União Europeia quase que já retirou conteúdo à palavra emigrante. As migrações entre Portugal e os restantes países da UE ou outros aparentados como a Suíça (e já vão ver por que é que eu destaco o país dos chocolates e dos relógios) estão transformadas praticamente em viagens na nossa terra.Para muitos (e mais dia menos dia, para as estatísticas oficiais), mudar a vida de Viseu para Lisboa ou de Lamego para a Suíça, não vai receber tratamento diferenciado.A nossa entrada para este suposto "clube dos ricos" também fez inverter lentamente os fluxos das migrações.
À medida que foram deixando entrar neste clube europeu candidatos a ricos ainda mais pobres do que nós, parece que passou a fazer mais sentido reparar nos estrangeiros que nos invadiram do que nos portugueses que continuaram a sair.Para além deste novo enfoque, a emigração tornou-se uma palavra aparentemente exclusiva dos pobres. Só os mais desfavorecidos é que emigram. Quando um quadro superior troca a sua empresa do Porto ou de Lisboa por um emprego numa multinacional com sede em Madrid ou Londres, ninguém lhe chama emigrante. Quando muito, é mais um português de sucesso que saiu do país porque Portugal era pequeno para o seu talento
Graças aos esforços dos meus progenitores, foi no início dos anos 70, ainda muito novo, que viajei em turismo ou formação por vários países europeus incluindo a Suíça e, repito, já lá chegaremos, agora sem sair do Porto e destas páginas.Por razões variadas, tive vários contactos com os emigrantes portugueses de então e recordo-me muito bem do seu perfil habitual, dos sacrifícios que faziam para se aguentar lá fora nas condições em que tinham escolhido viver e da forma como eram vistos cá e lá. E de como viviam lá em função do que deixavam cá.
Trinta anos depois, o tempo de uma geração, agora a convite da TVI e da Chivas Regal (passe a publicidade) voltei à Suíça. Nas minhas previsões, constava apenas uma nova experiência, o golfe na neve, que era o que integrava o cardápio da viagem. Afinal, para além do prazer desta prática desconhecida, a outra alegria que trouxe da St. Moritz foi o reencontro com os portugueses que lá trabalham por todo o lado, mas a quem já tenho dificuldade em chamar emigrantes.
Por todas as razões já aduzidas e também por outra questão fundamental os principais visados não se revêem nesta terminologia.Os emigrantes era dantes. Entre os jovens com quem bebi um chá numa esplanada do centro desta estância de luxo Suíça (completamente cheia apesar dos 5 graus negativos - aprendam portugueses!) e os emigrantes com quem me cruzei há 30 anos, qualquer semelhança só pode ser uma infeliz coincidência.
Estes rapazes de que vos falo, bem apresentados e bem falantes, a gastar os seus francos suíços em dia de folga, já não vendem a sua qualidade de vida ou a sua dignidade no pacote do contrato profissional.Por acaso, este grupo trabalha na Suíça sazonalmente, mas não notei grandes diferenças entre eles e os gerentes de um dos restaurantes onde fomos, o Steinbock, ou o chefe dos porteiros do hotel Kempinsky, o segundo mais poderoso de St. Moritz, a seguir ao Palace.
A título de curiosidade, posso dizer-vos que hoje só por puro acaso é que não é português o director deste hotel Palace, a quem o proprietário, um velhinho suíço sem família próxima, acaba de doar a unidade que tem um valor estimado em 200 milhões de euros.O gosto pelo trabalho em vez do sacrifício do espírito. A plena integração na vida social em vez da reclusão no tugúrio. O Francês ou o Inglês razoáveis em vez do "françuguês" ou do "portunhol".
A capacidade de negociar a força e qualidade do trabalho na mais completa legalidade, em vez da venda de horas intermináveis sustentada por contratos duvidosos. O objectivo claro do bem-estar individual em vez da preocupação obsessiva com a remessa para a terrinha.É por isto e muito mais que hoje, quando nos cruzamos com um compatriota a trabalhar no estrangeiro, é muito mais fácil conhecer uma estória de sucesso de uma pessoa feliz do que tropeçar em mais um drama nacional mais o seu choradinho habitual.

Tuesday, January 16, 2007

7 seconds yousou ndour

ouvimos a frase e resolvemos partilhar :

« no mundo há cada vez mais gente e menos pessoas».

vale a pena pensarmos nisso.vivemos apressados querendo ter o poder de tudo saber e conhecer...e deixamos de ter tempo para aprofundar os nossos sentimentos e conhecermos verdadeiramente o que interessa...

um dia olharemos para trás e será que vamos a tempo...?

Lionel Richie - Say you, Say Me

Foi a 1ª canção que um ser que muito amamos cantou!já lá vão 22 anos...

TOTO - Africa

Quantas??

mulheres terão que morrer mais, neste nosso país de algum desencanto,para que se considere como fundamental a comparticipação do estado, na vacina para o cancro do colo ?

irrita-nos profundamente leis e políticas feitas por senhores e senhoras de avultadas contas bancárias que acham perfeitamente normal uma vacina destas custar 480 euros!

e mais não dizemos agora porque eles não nos ouvem...


ler mais aqui

estamos envergonhados!!!!!!!

a propósito dum tal concurso da RTP em que se fala de "grandes" portugueses...
há um nome que nos envergonha. uma amiga alemã diz-nos que jamais elegeriam como "grande" um tal de hitler que tinha um enorme complexo de inferioridade. e como sabemos mandou torturar e matar milhões de crianças, mulheres, homens novos e idosos.parece que por cá a memória dos votantes que elegeram esse nome é fraca, muito fraca.mas não é só a memória é também o carácter,a dignidade e os valores desses votantes!

O Luís Represas no LX-Dakar

ouvimo-lo religiosamente às 08,15 h na RFM porque é um momento que nos lembra o vendedor de sonhos que encontramos em " O Mercador de Coisa Nenhuma" de António Torrado.Uma bela estória que deveríamos todos nós contar regularmente aos nossos filhos...

escutem a estória de Chinquetti- uma cidade no meio do deserto e do poeta " Shaifi"

aqui:

http://www.rfm.pt/uploadWMA/Dakar%2015_01_2007.wma

visões diferentes das demais


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recebemos por e-mail um destes dias e achámos interessante alguém lembrar-se destes pequenos/grandes pormenores do nosso dia a dia

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"Carla e António"

« Falem-me em 450 mil desempregados e direi que é uma estatística.

Mostrem-me as televisões gente aglomerada à porta de fábricas, a protestar, a queixar-se, a temer o futuro, e direi que é um sinal dos tempos.Mas mostrem-me uma mulher, de expressão sofrida, a tentar com as mãos secar as lágrimas que lhe caem dos olhos - e então o drama humano ganha um rosto e um nome e queima-me na alma, como um ácido.

Porque não se trata de algo um tanto abstracto, como um despedimento colectivo, mas de um caso concreto, a história de um casal, com casa para pagar e um filho para sustentar - e, sobre ele, o espectro do desemprego. Carla e António aceitaram dar a cara, ao JN, para servir de símbolo do lado negro da tão incensada globalização.

Eles já ouviram, decerto, presidentes disto e daquilo dizer que para ganhar a batalha da competitividade os portugueses devem ser mais instruídos, mais cultos, se possível, e altamente especializados, nem que se limitem a fazer um trabalho puramente mecânico horas a fio.

Eles já ouviram ministros disto e daquilo incitar os portugueses a serem mais produtivos, mais imaginativos, mais aplicados. Porque, se fizermos, presidentes e ministros dão a entender que haverá emprego para todos. Andam a enganar quem?

Eles sabem melhor do que nós que os custos de produção têm muitíssimo a ver com os salários. Ao contrário das Carlas e dos Antónios deste país, presidentes e ministros sabem, ou adivinham, o que se passa nos conselhos de administração das multinacionais.

Porque aí, mais do que falar-se de produtividade ou de excelência, pergunta-se se um eslovaco não ganhará menos do que um português e um turco menos do que um eslovaco. Obtidas as respectivas respostas afirmativas, a decisão está tomada deslocalização para a Eslováquia e a Turquia.

A triste verdade é que, ganhando nós pouco, há quem ganhe ainda menos. Pelo que as empresas, que sabem que é o lucro e não o sonho que lhes governa a vida, só têm a dificuldade da escolha. Não faltam por esse Mundo fora Carlas e Antónios, com nomes diferentes, que, um dia, talvez saiam na primeira página dos jornais porque as "leis do mercado" nunca estão saciadas.

Haverá sempre, noutros locais, Carlas e Antónios ainda mais baratos.»

Sérgio de Andrade, Jornalista

http://jn.sapo.pt/2007/01/16/opiniao/carla_e_antonio.html

Queen - Love of my life (live)

pelos mares da china nos campos do nosso arroz dizias: prefiro dar-te os tais beijos.muitos.tantos que te vão elevar ao infinito.até me pedires para voltares à Terra.prefiro explorar-te com a subtileza e determinação de um arqueólogo e depois inundar-te com a minha alegria.vais sentir-me como chinês, como latino, como Chopin, como Beethoven, como Wagner, e na 4ª vamos cantar o hino à alegria, sem Shiller, mas com a letra da nossa intimidade.vamos chamar ao mundo o que ele é.o que nos der na gana.

Climie Fisher - Love changes everything

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há dias em que acordamos assim.....................................................


Monday, January 15, 2007

História e estórias

há quem goste de dizer "conta-me estórias que eu sou pequenino"
nós também!
dizia o senhor professor Jose Hermano Saraiva hoje à hora do almoço que os portugueses são gente com um enorme patriotismo e orgulho nacional pelos feitos que tiverem e patati patata.que é como quem diz coisa e tal e mais que também.ok ponto final.
já todos conhecemos a estória e a História.fomos grandes, fomos os pioneiros,descobridores, povoadores, chegámos longe e mais além.fizemos e acontecemos e hoje alguns vivem das lembranças que estes senhores que escreveram a História, querem fazer perdurar.
o que me chateia não é estes historiadores enaltecerem os feitos é esconderem os erros!e este senhor é perito nessa matéria com o seu bolorento modo de ser, a lembrar o senhor de santa comba, que deus o tenha!
para o senhor José Hermano Saraiva aqui fica a "nossa" pequena contribuição para o seu próximo livro:
« Em Portugal, todos somos nobres, e considera-se como uma grande desonra exercer alguma profissão(...)Não falta que fazer a cada um(...): dois caminham adiante; o terceiro leva o chapéu, o quarto o capote...; o quinto pega na rédea da cavalgadura; o sexto segura os sapatos de seda; o sétimo traz uma escova para limpar os pêlos do fato; o oitavo, um pano para enxugar o suor da testa, enquanto o amo ouve missa ou conversa com algum amigo (...)
Clenardo, Carta a Látomo, século XVI ( adaptado)

Os velhos do restelo

eles andam aí...




"Velho do Restelo"

94

"Mas um velho d'aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
C'um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:


95

- "Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!


96

- "Dura inquietação d'alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios:
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana!


97

- "A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos, e de minas
D'ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? que histórias?
Que triunfos, que palmas, que vitórias?



Os Lusíadas, Canto IV, 94-97

Friday, January 12, 2007

Cheap Trick- I want you to want me

"há séculos que não ouvia isto" é uma rubrica da RFM que permite aos ainda jovens, de outros tempos,ouvir algumas preciosidades como esta.

Sobre os Pigmeus


Não resisto a copiar este excerto de um blog que acho muito interessante





-Nunca guerrearam, em toda a sua história, nenhum dos seus povos vizinhos, apesar de serem insuperáveis em coragem que põem apenas ao serviço das suas técnicas de caça ;


- Nada têm que desperte cobiça pelo que também nunca foram atacados;


- São solidários para com os outros, quem quer que sejam, nunca abandonando velhos ou deficientes, até aos limites em que esteja em causa a sua própria sobrevivência;


- Vivem desligados do passado e do futuro, como eles dizem: “…se não é aqui e agora o que importa onde e quando?…”


- Se não há passado não há remorsos e sem futuro não há angústias;


- Talvez por isso são genuinamente alegres e conversadores;


- Só conhecem uma riqueza, a sua capacidade para caçar sem a qual não podem manter uma família;


- Não suportam desavenças nem pessoas desavindas e tudo quanto perturbe a paz;


- Formam casais monogâmicos e são de uma fidelidade fora do comum;


-Nutrem pelos filhos um amor excepcional o que deve fazer estas crianças das mais felizes do mundo. O desvelo é tão grande que as crianças chamam de pais a todos os homens e mulheres da geração destes, avós aos da geração anterior e irmãos e irmãs aos da sua geração.
Recentemente os especialistas aconselharam os pais a que, quando os bebés ficam inquietos pela a ausência da mãe, devem-lhes dar o peito. Os pigmeus há muito que o faziam por terem percebido que este contacto físico era saudável para com os recém nascidos .
No ocidente os suecos chegaram ao mesmo entendimento mas não conseguem dedicar mais de 45% do seu tempo aos bébés enquanto que os pais pigmeus passam 47% do seu tempo com os seus filhotes.


-São gentis, espirituosos e de grande dignidade;


-Detestam a violência. O castigo mais grave que infligem é a expulsão do prevaricador do grupo, o que o obriga a integrar-se noutro sob pena de morrer porque não é possível sobreviver sozinho na floresta;


-Adoram o canto, a música e a dança. Os seus exercícios de canto são muito difíceis porque se trata de vários cantores, emitindo cada um deles, a intervalos de tempo pré-estabelecidos, a mesma nota ou uma certa melodia, sempre a mesma.
O seu sentido de ritmo é de tal forma perfeito que efectuadas as gravações de cada um dos cantores e juntas todas as fitas da gravação o resultado foi um coro idêntico ao original porque nenhum deles se enganara no tempo.


- Não têm chefes, hierarquias ou leis. Existe igualdade entre homens e mulheres e as questões que dizem respeito a todos são discutidas à volta da fogueira;


-A sua divindade, se assim lhes quisermos chamar, é a floresta da qual se sentem fazer parte em tudo e para tudo.


E, finalmente, a história do pigmeu e das bananas:


- Um pigmeu roubava bananas no campo de um agricultor - que se escondeu, armado, para surpreender o ladrão. Ao ouvir barulho disparou e feriu-o mortalmente. Foi preso e condenado mas o pigmeu, antes de morrer, pediu desculpa ao agricultor perdoando-o pelo assassínio, afirmando que a culpa tinha sido sua porque não devia ter roubado as bananas.

Yukio Mishima

"Confissões de Uma Máscara"



Suave e desprendidamente oriental, a sensação, ao ler esta obra-prima, é a de sobrevoar cenários envoltos em neblina habitados por personagens misteriosos pintados em desmaiadas cores de aguarelas japonesas.
Mas também é um livro profundo, rico e emocionalmente tocante, que nos leva a comparar as nossas próprias experiências de vida com as do personagem principal - qual era mesmo o nome? seria Yukio? será esta uma novel autobiográfica? - tal como quando ele se apaixona (platonicamente) pela primeira vez com Omi, um colega de escola mais velho e bem musculado. Ou quando ele se força a acreditar que se sente atraído por Sonoko, a irmã do seu melhor amigo, só por pensar (desejar?) que se a amar ficará "normal", sem sequer pensar por um segundo que a pode magoar.
Violento e sádico, descobre a masturbação e a ejaculação ao sonhar acordado com o
São Sebastião de Guido Reni (em inglês) trespassado pelas setas. A partir daí acompanhará sempre este seu "mau vício" com pensamentos sobre belos homens nus sendo apunhalados ou morrendo, esvaidos em sangue dos ferimentos sofridos. Frustrante, mas não é assim a vida real frequentemente




fonte http://pt.wikipedia.org/wiki/Confiss%C3%B5es_de_Uma_M%C3%A1scara

algumas sugestões de leitura



Título: Baía dos TigresAutor: Pedro Rosa MendesEditor: Publicações Dom Quixote



A literatura de viagens em Portugal nunca foi um dos géneros mais representativos. Daí a (agradável) surpresa do livro "Baía dos Tigres", do jornalista Pedro Rosa Mendes. O livro é uma incursão por vários géneros - da entrevista à poesia, passando pela crónica ou a reportagem -, resultado de uma viagem que o jornalista-escritor se propôs fazer: a travessia do continente africano por terra, de Angola à Contracosta, um século depois de Capello e Ivens lá terem pisado, muitas guerras depois, muitas minas semeadas e muitas vidas tolhidas


in http://praias.publico.pt/leituras.asp?leituras=leituras/sugestoes_a.htm

num supermercado perto de si

a prateleira anunciava ao alto" Os melhores filmes em sua casa".no mesmo plano estava lado a lado " A Dama e o Vagabundo" e ... " Anal Total e Dupla Penetração".A pequenita com a curiosidade normal dos seus 7 ou 8 anitos, perguntou à mãe que filme era aquele...

Thursday, January 11, 2007

vivendo e aprendendo


"Queremos viver como nascemos.Em Paz!",
Davi Yanomami , Chefe Índio da aldeia Watorik, Serra do Demini, Amazónia

Provérbios do Mundo I

africanos :

« os cornos do antílope são poderosos quando ataca e valiosos quando o matamos»

«as esporas funcionam com o cavalo, não com o homem»

«a vista orienta-se para onde quer, mas não os pés»

«quem se encoleriza com os mosquitos, morrerá com as pancadas que dá em si mesmo»

«se alguém ganhar um hábito, que seja o da paz»

«a paciência é o talismã da vida»



chineses:

«a razão é justa, mas a sua via sinuosa»

«quem esconde os erros volta a cometê-los»

«quem dá passagem alarga o caminho»

«é porque os homens não têm o coração justo que foi preciso inventar a balança»

«os corações mais próximos não são os que se tocam»

«presta igual atenção àquele que a multidão condena e àquele que a multidão aplaude»

Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiido !


vejam só a ternura que repesquei dos piolhos

moralismo e hipocrisia

A questão do aborto é, antes de tudo o mais, uma questão moral. A Igreja gosta da palavra moral. Diz que a prega. E é verdade. Mas prega-a de acordo com as circunstâncias, o que não é grande façanha para uma instituição que se reclama guardiã de valores perenes.


para quando uma lufada de ar fresco nessa instituição...???

Apetece clamar aos céus e pedir a Jesus Cristo que venha de novo cá abaixo ensinar aos senhores padres e bispos bem vestidos, bem comidos, bem vividos e de contas bancária avultades, algumas verdades que eles se recusam a aceitar!

REO Speedwagon - I Can't Fight This Feeling Anymore

silêncio

há dias em que o silêncio se impõe, melhor assim!
a vida tem que ser levada devagar, muito devagar.para se fazer sentir a plena realização.ouvir os sons, ler os sinais, escutar os gritos da natureza e calmamente, observar...
saber parar quando é absolutamente necessário.quebrar certas amarras.gostar de si!
ter coragem.muita!não esquecer,não esquecer,não esquecer...

A beleza de Grace

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Wednesday, January 10, 2007

"ambrósio, apetecia-me algo"


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não era necessário ficar-se excêntrico(a) mas ía-se bem num destes
e até chegava ficarmos pelo Alentejo
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Florbela






Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendos
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

(Florbela Espanca, «Charneca em Flor», in «Poesia Completa»)

rapidinhas

Movimentações que envergonham( mas revelam) o país onde vivemos

http://jn.sapo.pt/2007/01/10/primeiro_plano/maioria_movimentos_e_pelo_nao.html



outras que nos fazem abanar a cabeça de um lado para o outro

http://jn.sapo.pt/2007/01/10/preto_no_branco/tenham_juizo.html



e cá temos uma para animar a malta

http://jn.sapo.pt/2007/01/10/cultura/visitas_museus_bateram_recorde.html


...que há tipos com sorte lá isso há...

http://jn.sapo.pt/2007/01/10/sociedade_e_vida/chave_vencedora_registada_tres_vezes.html



esta promete dar que falar ... será?

http://jn.sapo.pt/2007/01/10/opiniao/o_gigante_silencioso.html



mais algumas vítimas da moda



pediram-nos para divulgar e assim faremos, conscientes de que é importante a denúncia de casos como este

http://www.tvanimal.org/index.php?option=com_content&task=view&id=15&Itemid=29






certamente que sim



parece-nos sem dúvida, ser o tipo de pessoa com quem poderia haver digamos um certo e determinado entendimento ... interessante!

Paulo de Carvalho - E Depois do Adeus

"E posto que viver me é excelente, cada vez gosto mais de menos gente." A frase é do Professor Agostinho da Silva, mas Paulo de Carvalho adoptou-a como sua, e até já a pôs em música - numa canção que há-de fazer parte de um disco a sair daqui por algum tempo. Com 58 anos de idade e 43 de cantigas, este autor e intérprete de tantos temas fundamentais da música portuguesa continua activo e cheio de projectos, apesar do ostracismo a que nos últimos tempos se sente votado pelas rádios e televisões. E recusa-se a alinhar no espectáculo deprimente de uma sociedade onde tudo se vende por qualquer preço. Sem papas na língua, não se socorre de meias palavras para dizer o que lhe vai na alma. Porque se recusa a perder a capacidade de indignação e, olhando em volta, não gosta daquilo em que o seu país se transformou, mais de 30 anos passados sobre uma revolução que teve como primeira senha uma canção cantada por ele. Mas faz questão de manter inalterado o sentido de humor, que o leva muitas vezes a rir-se de si mesmo, que "é uma das formas de irmos vivendo com uma certa saúde mental".

www.spautores.pt

Diálogos (pouco) prováveis

Num qualquer ponto do país , onde uma espécie em vias de extinção (esperemos) ainda comanda os destinos de muita gente:

- cuidado com o que diz senhora vereadora.a senhora está a ser insolente!

- não senhor presidente, estou apenas a ser inconveniente...

Tuesday, January 9, 2007

O Principezinho

« Na verdade, havia no planeta do principezinho, como em todos os planetas, ervas boas e ervas ruins.Portanto, devia haver sementes boas de boas ervas e ruins sementes de ervas ruins. Mas as sementes não se vêem. Dormem no segredo da terra até que, a uma delas, lhe dê para acordar. Então espreguiça-se e lança, a princípio tímidamente, na direcção do sol, uma encantadora hastezinha inofensiva. Se for uma haste de cenoura ou de roseira, podemos deixá-la crescer à vontade. Mas se se trata de uma planta daninha, mal se dê por isso, é necessário arrancá-la imediatamente.O caso é que havia sementes terríveis no planeta do principezinho...eram sementes de embondeiro. O solo do planeta estava inçado deles. Ora, se não arrancarmos um embondeiro a tempo, é impossível depois vermo-nos livres dele. Atravanca todo o planeta. Perfura-o com as raízes. E se o planeta for muito pequeno e os embondeiros forem muitos, fazem-no rebentar. »
Antoine de Saint-Exupéry

Fugees - Killing Me Softly

Sara Tavares at Rest Cesaria

jogos de bola ? não só mas também!

«é tempo de pôr um ponto final nas "cabalas", nas rasteiras manhosas, nas concorrências desleais, nas campanhas de destruição - sejam elas a nível profissional ou pessoal. Vamos vencer pelos nossos méritos e não à custa dos "desméritos" dos outros...»


5 stars, dear!

ai Jesus


e andava tudo num frenesi de um lado para o outro, de um lado para o outro...
"olha as vaquinhas do presépio tão lindas" diziam uns
"sim senhor presidente é para já" apressavam outros
" a folha, qual folha?da avaliação? "
e o todo poderoso rematava
" vá à merda senhora engenheira, aqui as coisas fazem-se como eu quero"
o jornalista abanava a cabeça com ar incrédulo
e o assessor tirava notas e mais notas, com um telemóvel em cada um dos ouvidos
rascunho (assim meio para o maroto): os deuses devem estar loucos !

de olhos postos no céu

diz quem sabe que por lá está-se bem

resolvemos experimentar e

apreciámos bastante

Mila



dava consigo a pensar no seu perfume, no seu toque. na vida tinham seguido caminhos que não se cruzavam.mas lembrava ainda aqueles olhos que tantas vezes lhe disseram mais do que as palavras . os seus lábios sensuais que se ofereciam a um prazer que nunca tinha sentido. das maõs que percorriam o seu corpo sempre à espera que uma vez, uma só vez parassem por ali...

O navegador solitário

O João Aguiar dizia assim a determinada altura :


« E eu agora a pensar nisto e acho uma coisa acho que afinal isto de sexo é um bocado diferente do que eu julgava e não vale a pena andar a contar histórias a uma miúda pra lhe dar a berlaitada basta só farfalhar e depois vai à mão que é melhor só vale a pena quando é mesmo uma gaja boazona ou então uma gaja rica porque então aí a gente lucra alguma coisa com isso e tem graça que agora o meu braço está com formigueiros se calhar é o avô Aquelino a aspirar-me as ideias pra eu escrever isto pois vou pensar mais no assunto e se me aparecer uma gaja rica a querer dar uma pinocada então aí vai disto e o melhor era ela ser rica e boazona ao mesmo tempo mas isso é que é mais difícil porque eu já vi que neste mundo as coisas andam sempre erradas e se eu não estivesse chateado com o padre Elias podia pedir-lhe conselho mas assim não digo nada e acho que vou mesmo fazer aquilo que disse agora quero dizer vou fazer se puder. »


do sentir

lá fora tudo passava ao lado, tudo era irrelevante...

quando a música nos fazia elevar ... transpor barreiras


... eramos o centro do universo!

Sananda Maitreya

Monday, January 8, 2007

prince 1983 debut Purple Rain

" A lentidão"

« A velocidade é a forma de êxtase com que a revolução técnica presenteou o homem. Ao contrário do motociclista, quem corre a pé continua presente no seu corpo, obrigado ininterruptamente a pensar nas suas bolhas, no seu ofegar; quando corre sente o seu peso, a sua idade, mais consciente do que nunca de si próprio e do tempo da sua vida. Tudo muda quando o homem delega a faculdade da velocidade numa máquina: a partir de então, o seu próprio corpo sai do jogo e ele entrega-se a uma velocidade que é incorpórea, imaterial, velocidade pura, velocidade em si mesma, velocidade êxtase.»
Kundera, M. in A Lentidão, Asa, 1995

the doors riders on the storm

a sério ou talvez não






...ouvimos por aí um dia destes, que a vida não pode nem deve ser levada demasiado a sério.


...do peso, da leveza, da lentidão e da memória de alguns seres, ficamos portanto a aguardar
rascunhos....


...porque não?


« quem busca o infinito só tem de fechar os olhos» diz Kundera




vamos então sonhar!